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quinta-feira, 22 de março de 2012

A melhor coisa do mundo





Existe uma coisa mágica, que provoca em mim sensações únicas. Não sei explicar como acontece, mas de repente me sinto envolvida por uma energia que me traz paz, alegria, amor, euforia. Um êxtase. É como se eu estivesse hipnotizada, em transe. Isso acontece quando eu ouço música. 

Mas é claro que não é qualquer música. Tem que ser AQUELA música. A música que se encaixa perfeitamente com o momento, com a pessoa, com o sentimento. E música que se encaixe em mim dessa forma, é o que não falta. São várias as que são capazes de me fazer sentir o coração bater, o nó na garganta, o brilho nos olhos, o sorriso se formando, as palavras saindo devagar da minha boca formando a letra, o meu corpo se mexendo no mesmo ritmo. 

Aprendi esse ritual numa casa muito especial, na Rua do Ouro. Na sala, no terraço, ou em volta da churrasqueira ouvi canções que me tocaram muito e vi meus familiares se emocionando com canções que faziam parte da vida deles. Meu pai, principalmente, é o cara que entra nesse clima mágico e se purifica através do som. Parece que ele vai se refazendo, recarregando as energias e colocando pra fora um turbilhão de emoções que guarda dentro de si. É ali, ouvindo a música, nesse ritual mágico, que a gente transborda.

E foi num desses dias de festa, comida e música boa na casa da Rua do Ouro, que eu cheguei a essa conclusão: música é a melhor coisa do mundo. Estávamos ouvindo Los Hermanos, claro. Mas hoje, ao ler esse post do meu pai, concluí novamente: música é a melhor coisa do mundo. E tenho certeza que em muitos outros momentos essa conclusão virá a tona. 

É tradicional lá nos Almeida ouvir música no volume máximo e cantar mais alto que o som. Não se importar com a afinação ou com o que os vizinhos vão pensar. Simplesmente ouvir, cantar, relaxar e curtir. É um momento único, mesmo que a canção esteja tocando pela décima vez. E eu me rendi a essa tradição. Gosto muito de ouvir e cantar. Ultimamente tenho ficado mais no fone de ouvido, porque a vida em coletivo me priva de certas delícias pessoais. Mas eu juro que às vezes dá vontade de ignorar os que estão em volta e soltar a voz. Às vezes até faço, mas é raro. Sou tímida.

Deve ser por essa coisa com a música, que veio no meu DNA, que eu me apaixonei loucamente por um músico. E pretendo cantar e dançar com ele pro resto da vida.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Como um Girassol

Para as flores que eu quero sempre cultivar no meu quintal: Marina Lopes, Eliana Campos, Monique Siqueira, Natália Cordeiro, Natália Resende, Marina Lana, Lorena Barboza, Simone Lacerda, Rita Lacerda, Josy Lima e Paulinha Lisboa.

Eu sou daquelas que acreditam no acaso. Eu acho que as coisas acontecem pra gente de uma forma que, a princípio, podem não ter explicação, mas em algum momento a gente alcança o sentido e entende que assim deveria ser. Da mesma forma, acredito que existem pessoas que surgem na nossa vida, não por escolha nossa, mas por escolha de Deus. São pessoas que vem para fazer alguma diferença, pra trazer luz pra nossa vida. Essas são as pessoas as quais eu chamo de amigos. Nesse sentido, eu me considero um ser muito abençoado, porque me mandaram lá de cima pessoas que realmente fazem a diferença na minha vida. São pessoas que possuem uma luz interior tão grande e forte, que as tornam capazes de ao se aproximarem de mim, iluminarem meus olhos e me fazerem enxergar tudo de uma forma mais limpa e colorida.

Eu tive a sorte de encontrar por aí alguns seres que às vezes nem parecem que são humanos, de tão especiais. Mas é entre uma gargalhada e outra, um segredo contado baixinho pra que nem as paredes ouçam ou um olhar sincero de compreensão que a gente reconhece no outro uma coisa que temos também dentro de nós e que nos une: o coração. E então a gente entende o que é amor, carinho e descobre que o resultado disso tudo não pode ser nada menos que amizade.

E essas pessoas estarão sempre entre as coisas às quais eu quero sempre agradecer. Porque são nelas que eu encontro força pra tentar ser cada dia um pouco melhor. E é com elas que eu quero sempre ter mais um motivo pra comemorar, pra brindar, pra compartilhar e pra sorrir.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Encontro marcado

Entre nós, encontros sempre foram evitáveis. Desencontros, nem tanto. E certas vezes, nos desencontramos no fim de um encontro. Teimamos em uma só direção, mas acabamos tomando rumos diferentes. Nos conhecemos na esquina de uma coincidência mas o acaso veio só pra dizer que não era hora. Talvez seja ainda muito cedo. Ou quem sabe estejamos atrasados? Mesmo sem querer ou sabendo que provavelmente ela nunca possa chegar, espero tranquila uma resposta. No mais distante dos meus desejos está o de um dia estarmos frente a frente, olhos nos olhos. Só pra ver a sua cara. A conformidade de sempre? Ou será que eu te surpreenderia a ponto de você assumir que o que você segura nas mãos é um simples e puro medo?

Eu acho que fui covarde demais e acabei lhe mostrando aquilo que consegui inventar de mim. Abri meus braços (ou minhas pernas?) pra você sem a promessa de fechá-los, deixando-o livre o bastante pra querer ficar. Mas então, por que não ficou? Me desculpe, meu bem, se te assustei com meu jeito contraditório. Não era minha intenção te confundir com meus beijos e carinhos no início da noite e meu até logo no fim da madrugada. É que eu sou assim mesmo, inconstante. Não tente adivinhar o que quero dizer em cada sorriso.

Não vou me descabelar tentando entender o que passa pela sua cabeça. Não faz o menor sentido saber o que você queria ou esperava de mim. O que importa, na verdade, é que eu nunca quis mesmo saber. Nunca foi minha preocupação agradar você. Nunca tive a pretensão de ser sua por mais tempo do que você pudesse suportar. Você não me aguentaria, querido. Sei muito bem do peso que eu carrego. Embora seja às vezes um tanto difícil, não estou disposta a dividir com ninguém um fardo que faço questão de sustentar. Egoísmo da minha parte? Sim, pode ser. Mas é um direito querer se deixar levar, não é? Eu faço questão de dar conta do recado. E eu aguento, pode apostar.

O que você precisa saber, antes de qualquer outra coisa, é que tudo se transforma. Pode demorar muito ou ser tão rápido a ponto de nem nos darmos conta do quanto mudamos. Mas todos nós estamos sujeitos às lapidações que essas esquinas nos dão. Uma hora ou outra a gente se esbarra por aí. E eu vou gostar de ver que eu mudei assim como você e que então estaremos prontos para nosso próximo (des)encontro.

terça-feira, 5 de julho de 2011

amante em crise

é que eu sou dessas metidas a independentes, dona do meu próprio nariz, não gosto de dever obrigação e nem de dar satisfação a ninguém. se eu quero ir, eu vou. se eu quero fazer, eu faço. se eu quero comprar, eu compro. e não estou muito acostumada a ouvir não. costumo convencer as pessoas de que tenho razão e, quando sei que não há chance de convencimento (quando encontro alguém mais durão que eu) nem tento, pra não me decepcionar mesmo.

e aí de repente eu me vejo em segunda opção pra eu mesma. mais ou menos assim: ah, tem uma peça bacana em cartaz esse fim-de-semana; hum... aquele cara que eu adoro vai tocar na sexta; sábado que vem minha amiga vai comemorar o aniversário em uma boite. maaas... não dá, porque tem show dele. ou porque ele tem que ensaiar. ou porque ele tem que dar aula no sábado. ele, ele, ele. 

então fica assim. aquela peça fica pra próxima, nem deveria ser tão legal assim. aquele show, eu vejo em uma outra oportunidade, ou compro o CD, né? e o aniversário da amiga, ah, ela vai entender, ela é minha amiga.
e o mais irônico, é que falando mais ou menos sobre esse assunto, ele me lembra de que é porque eu quero. 

pois é, é porque eu quero!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O amor é cego?

É o que pretende explicar essa reportagem, que um amigo me enviou me dizendo que está começando a acreditar no amor. Nela, um neurocientista explica o que acontece na nossa cabeça quando amamos. Ele diz que uma certa parte de cérebro é ativada, a que está ligada ao sentimento. E ao mesmo tempo, uma outra é desativada, que é a que está ligada ao raciocínio, o que então explicaria a máxima o amor é cego.

Bom, esse cara deve entender muito bem de neurociência, cérebro, ativações e desativações de tudo enquanto é neurônio, etc. Mas de amor acho que ele tá por fora! Desconfio que ele esteja querendo dizer sobre o que acontece na nossa cabeça quando estamos apaixonados. Porque sim, eu concordo que todo ser apaixonado fica com o raciocínio meio prejudicado. Mas amor... ah, o amor é outra coisa. 

O amor é você saber direitinho que o cara tem defeitos, além de todas aquelas qualidades que você conheceu quando se apaixonou, mas, ainda sim, preservar aquele brilho nos olhos da primeira vez. O amor é você entender que nem sempre ele vai te dizer sim e vai poder fazer as coisas exatamente como você quer, mas continuar tendo nele sua melhor companhia. O amor é você não precisar vestir a sua fantasia de mulher perfeita e se deixar ter um ataque besta de ciúmes, que fará vocês dois rirem muito depois. O amor é uma escolha. É escolher ficar ao lado daquela pessoa porque ela - inteira, completa, com defeitos e qualidades - te faz bem. 

E nesse momento você está raciocinando o suficiente para entender que em todo mundo existe algum defeito. E se você realmente quer essa pessoa com você, não tem como viver com a pessoa sem os defeitos. É um pacote completo. Você decide se vale a pena ou não. Portanto, pra mim, o amor enxerga muito bem.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Cara

Já ouvi dizerem por aí que o cordão umbilical une pra sempre mãe e filho (a). Entre pai e filho (a) não existe cordão umbilical. Então, mesmo tão distantes um do outro, o que será que nos une?
O que nos une, são as rugas na testa, que eu com 23 anos já tenho, bem marcadas, como se ele as tivesse desenhado em mim, olhando seu rosto no espelho, pra que ficassemm assim tão parecidas. O que nos une são nossos sonhos. Os seus, que vou conhecendo aos poucos e sem querer os vejo misturados aos meus. Com esses sonhos vêm também alguns medos, uma ponta de insegurança, mas, em compensação, uma força que cresce dentro da gente e nos faz acordar com mais coragem para vencer o dia. O que nos une é uma fé imensa que aprendi a ter com ele. O que nos une são as conversas (que têm me feito tanta falta!) longas no Messenger, sobre vida, sobre amores, sobre nós. O que nos une é uma família linda, que já disse, é meu exemplo, o que me fortalece enquanto pessoa, ser-humano. O que nos une é uma paixão por um time de futebol que eu nem sei como explicar. O que nos une é a certeza de que não importa como, mas o fato é que nos amamos. E esse amor que está aqui dentro de mim e sei também que está dentro dele, sem precisar de nada para que exista.
Sempre estivemos muito distantes um do outro. E talvez seja assim pra sempre. Eu o conheço pelas poucas pistas que ele me dá sobre sua personalidade. Tão discreto, fechado, sério. Vai se revelando aos poucos através de nossas músicas ou de suas histórias de infância que me conta durante o almoço de domingo. E em cada detalhe, eu procuro um pouco de mim. Se encontro, fico feliz. Me orgulho. Às vezes, em discussões sem sentido com minha mãe, ela brava, grita: "Marcelino! Você é igualzinha ao seu pai!" E então eu não sei se choro ou se sorrio. Me calo, mas no fundo, me orgulho, sempre.
Talvez nunca vamos nos conhecer completamente. Ainda temos tanto a falar, tanto a viver. Mas hoje, aos meus 23 anos e seus 46, eu sou sua fã. Pra mim, ele é "o cara"!
Feliz aniversário!
Um pouco atrasado, mas de verdade.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

notas de uma amante

"Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz"
Chico Buarque
é que me dá vontade de cuidar de você. quando eu olho pra essa sua cara, logo de manhã. enxergo em você tanta beleza. não consigo desgrudar do seu corpo. imploro pra que o relógio pare, pra que nada me desperte de tanto encanto. faço promessas pro dia não acordar. pra que a manhã não se estenda na nossa cama. na sua cama, que faço minha. na minha cama, que é só sua.
é que eu não me canso de você, nunca. nem de suas besteiras ao meu ouvido. nem de seu humor palhaço que me faz rir por mais que eu não queira. e eu sinto falta de suas mãos junto às minhas quando vou à padaria comprar Coca-Cola. e meu sorriso muda todo quando sei que você está a caminho. e a minha espera por você é sempre linda, é sempre amor nos meus olhos quando você está chegando.
e hoje me deu vontade de pintar quadros pra nossa casa. e de fotografar nosso futuro. e de enfeitar meu quarto de você.
é que eu tenho vontade de cuidar de você. todos os dias.

sábado, 8 de maio de 2010

das coisas que te farão inesquecível*

"só enquanto eu respirar..."
o teatro mágico



toda vez que eu for assistir a um show, me lembrarei dos seus comentários sobre o som. irei a frente do palco e tentarei enxergar quais são os instrumentos, as caixas, qual é a marca que o cara usa. e quando eu for comprar calcinhas, me lembrarei que vc gosta das mais simples, de algodão. pretas ou vermelhas. mas que não escondam tanto o meu bumbum.
quando chegar uma revista nova, lembrarei de você folheando as velhas espalhadas pelo meu quarto. das suas rizadas sobre as matérias e da pergunta: porque você assina isso, Carolina?
todos os dias, quando acordar, me lembrarei de você ainda aqui na minha cama. tomando conta do meu travesseiro. se enrolando no meu edredon. me agarrando e tirando casquinha de mim. você, com sua cara amassada, seu cabelo desajeitado, sua boca sexy fazendo bico. seu corpo jogado na minha cama assim, de qualquer jeito. sua roupa jogada pelo chão, de qualquer jeito. e eu, jogada em qualquer lugar. perdidamente apaixonada. e querendo acordar com você todos os dias.



*texto pensado durante o show de ontem, aqui em Ouro Preto, do O Teatro Mágico e escrito agora, na manhã seguinte. uma noite inesquecível. uma manhã pra sempre desejada.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

engasgado

porque será que a gente tem medo de falar o que a gente sente?

os livros de auto-ajuda e as capas da Nova me ensinaram que é preciso ser uma mulher forte, inteligente, que não chora, não reclama, não pede carinho, é sexy mesmo tendo celulite e estando um pouco acima do peso, sabe conseguir o que quer e não precisa do amor alheio, porque tem o amor-próprio.

e como se faz, quando se ama, mas tem medo de não ser amada tanto quanto?
e como se faz, quando o que se quer é apenas um colo e muito carinho?
e como se faz, quando se quer render às malditas lágrimas e admitir que é frágil, sim. e que sente falta, sim. e que quer casar e ter filhos, sim.

hoje acho que eu me engasguei com um eu te amo, que quis sair da minha boca pros seus ouvidos. ou quis sair do teclado do computador pra tela do seu celular. mas foi abafado por aquele medo, de sempre.

será mesmo que a medida de amar é amar sem medida?

sexta-feira, 12 de março de 2010

do alto

não quero repitir as coisas aqui. falar que meu amor por você agora, me faz bem. e só bem. sim, é porque você resolveu parar de fingir que era só eu. você se rendeu a tudo aquilo que nos une. e estamos os dois felizes assim.
mas eu tenho que dizer que todas as noites são melhores com você. que acordar ao seu lado é tão bom quanto acordar sabendo que vou te encontrar. que a semana fica mais interessante, porque sei que quando for sábado eu vou ser só sua. e você já está me esperando, desde domingo a noite, quando me deixou na porta de casa me mandando ter juízo e me desejando uma boa semana.
eu gosto quando você torce por mim. adoro quando você deixa eu saber, assim quase sem querer, que eu sou tão especial pra você.
eu tenho aprendido muito. tenho me segurado pra não morrer de ciúmes e estragar tudo de bom que tem acontecido com a gente. tenho agradecido a todos os momentos que estamos juntos e em paz, como eu sempre sonhei. parei de fingir pros outros que você não me faz falta. assumi pro mundo que eu sempre quis só você. assumi pra mim, e isso basta pra que a gente caminhe no sentido certo.
estamos as poucos, nos estregando ao que sempre quisemos que fosse a nossa vida. e eu sei o quanto é difícil pra você, só por ser também difícil pra mim.
parace mentira, e deve ser por isso que eu às vezes choro com medo de acordar e descobrir que era só mais um sonho, dos tantos que tive em todo esse tempo.

mas aí você me dá um tapa no bumbum, eu finjo que fico brava e a gente se ama, se ama, se ama...

segunda-feira, 8 de março de 2010

But baby, since I've been loving you, yeah
I'm about to lose my worried mind, Oh, yeah
Jimmy Page / John Paul Jones / Robert Plant


amar você sempre vai ser a melhor coisa da minha vida.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

meu problema

talvez seja por você ser assim tão seguro.
e porque eu sou assim tão insegura.
qualquer palavra torta que sai da sua boca e entra em meus ouvidos, já me faz o coração palpitar desesperado. e você vê isso nos meus olhos.
qualquer olhar seu despretencioso pra uma bunda alheia me faz lembrar de cada uma das minhas celulites e querer nascer outra vez, sem meu vício de coca.
talvez sejam todas essas coisas; todas os seus carinhos. seus olhos que mudam de cor.
e talvez não tenha solução.