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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Como um Girassol

Para as flores que eu quero sempre cultivar no meu quintal: Marina Lopes, Eliana Campos, Monique Siqueira, Natália Cordeiro, Natália Resende, Marina Lana, Lorena Barboza, Simone Lacerda, Rita Lacerda, Josy Lima e Paulinha Lisboa.

Eu sou daquelas que acreditam no acaso. Eu acho que as coisas acontecem pra gente de uma forma que, a princípio, podem não ter explicação, mas em algum momento a gente alcança o sentido e entende que assim deveria ser. Da mesma forma, acredito que existem pessoas que surgem na nossa vida, não por escolha nossa, mas por escolha de Deus. São pessoas que vem para fazer alguma diferença, pra trazer luz pra nossa vida. Essas são as pessoas as quais eu chamo de amigos. Nesse sentido, eu me considero um ser muito abençoado, porque me mandaram lá de cima pessoas que realmente fazem a diferença na minha vida. São pessoas que possuem uma luz interior tão grande e forte, que as tornam capazes de ao se aproximarem de mim, iluminarem meus olhos e me fazerem enxergar tudo de uma forma mais limpa e colorida.

Eu tive a sorte de encontrar por aí alguns seres que às vezes nem parecem que são humanos, de tão especiais. Mas é entre uma gargalhada e outra, um segredo contado baixinho pra que nem as paredes ouçam ou um olhar sincero de compreensão que a gente reconhece no outro uma coisa que temos também dentro de nós e que nos une: o coração. E então a gente entende o que é amor, carinho e descobre que o resultado disso tudo não pode ser nada menos que amizade.

E essas pessoas estarão sempre entre as coisas às quais eu quero sempre agradecer. Porque são nelas que eu encontro força pra tentar ser cada dia um pouco melhor. E é com elas que eu quero sempre ter mais um motivo pra comemorar, pra brindar, pra compartilhar e pra sorrir.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sobre coragem

Na semana passada, estivemos falando no Meninas Improváveis sobre sonhos e eu escrevi esse post aqui. O tema é extremamente forte pra mim e pra não complicar demais as coisas, tentei resumir tudo em um parágrafo, definindo como um ciclo vital o processo sonhar-acreditar-viver-realizar. Talvez o "viver" e o "realizar" não ocupem uma sequência exata, podendo sofrer uma inversão, dependendo do momento. Mas o fato é que sonhar está completamente ligado a viver, na minha concepção filosófica de vida e de sonho. 

O grande problema pra mim, pisciana, idealizadora, cabeça nas nuvens, sempre foi assumir isso. Assumir que tenho sonhos. E um outro problema, que sempre andou de mãos dadas ao primeiro era a minha mania louca e absurda de dimensioná-los, tentando fazer uma associação ridícula entre o tamanho do sonho e a possibilidade de sua realização. Eu seguia uma (i)lógica de que quanto maior, mais difícil. Ou até mais impossível. 

Talvez um bom terapeuta pudesse descobrir o porque logo eu, tão sonhadora, morria de medo de sonhar. E ainda porque eu estou aqui tentando racionalizar isso tudo. Logo eu, que sempre fui mais de coração do que razão, por muito tempo fui capaz de usar a cabeça, ignorando as batidas do meu coração e priorizando questões racionais, quando tratava de meus sonhos. Eu mesma fui criando, um a um, todos os obstáculos que podia para me afastar do que eu realmente queria. E do que idealizo antes de dormir. Meus sonhos sempre foram os meus maiores segredos. Só falo neles com as pessoas de meu convívio pessoal em tom de brincadeira, numa tentativa de não revelar a ninguém, por vergonha, talvez. Como é que pode, uma menina do interior, que estudou em escola pública, cuja família teve que abidicar de seus sonhos em prol de suas responsabilidades, pensar que um dia poderia escrever um artigo pra uma revista? E que poderia viajar a trabalho, pra fazer uma matéria? Ou que poderia subir ao palco para representar um personagem? É, até podia, sim. Mas apenas em segredo. Apenas nos delírios noturnos que antecedem as projeções do inconsciente. 

Antes de assumir meus sohos pro mundo, existia um degrau mais alto ainda. Escorregadio, também. A grande dificuldade de assumir pra eu mesma. Porque os outros podem rir. Podem xingar. Podem ignorar. Enfim, a reação deles é apenas problema deles, não é problema meu. Mas a minha reação é o que relamente importa, o que realmente interessa. Porque sonhar acordado com a carreira ou com o futuro que quer, todo mundo faz, já fez ou fará um dia. O desafio é aceitar. Acreditar e assumir que é isso aí e pronto. E escolher se vai continuar nas nuvens ou vai resolver colocar os pés no chão, na rua e seguir o caminho, seja ele qual for. 

Hoje eu resolvi assumir o que eu quero. Marquei a opção que meu coração pediu. Pode ser que eu não consiga, pode ser que eu não dê conta, pode ser, inclusive, que eu tenha escolhido a opção errada. Mas eu escolhi. E prefiro me lamentar no futuro por ter errado ou não ter conseguido, do que viver me lamentando por não ter ao menos tentado. Estou aceitando o desafio. Com as mãos trêmulas e as pernas bambas. Mas com a firmeza de que de alguma forma, há de valer a pena.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

pra saber de mim

alguns podem pensar que é simples. quem me lê aqui, por exemplo, pode achar que sou louca, romântica, chorona, depressiva, bêbada, puta, inocente, triste, feliz, apaixonada, inteligente, esperta, sincera, ingênua. é, eu sou. isso tudo. às vezes muito, às vezes pouco, às vezes nada.

mas pra saber de mim de verdade, existem vários caminhos. você pode, se quiser, ouvir todas as músicas de Los Hermanos. Ou as de O Teatro Mágico. mas pode também dançar a primeira música que tocar na rádio, enquanto toma banho. você pode fazer uma panela de brigadeiro e levar pra frente da tv, pra assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças ou qualquer comédia romântica que estiver passando na Sessão da Tarde.

se quiser também, pode ler sites e blogs de mulherzinhas que na verdade, são verdadeiros mulherões: aquele tipo de pessoa que sabe o que quer, ou quando não sabe dá um jeito de descobrir; e que sabe aproveitar o melhor da vida, sem reclamar atoa.

pode também passear pelas ruas frias aqui de Ouro Preto, em meio a neblinas e paisagens bucólicas. sozinho. só você e seus pensamentos: seus melhores amigos e piores inimigos.

não pode deixar de se apaixonar muito. sempre. pode ser pela mesma pessoa, todos os dias. ou por três tipos diferentes, na mesma semana. ou as duas coisas ao mesmo tempo.

você pode encher a cara de cerveja. fingir que não está nem aí pras pessoas que estão te olhando. dançar até funck. até o chão. e morrer de ressaca no outro dia.

é fundamental que você veja seus amigos como membro da sua família. uma família que você escolheu. você não poderá jamais ficar sem eles por perto, mesmo que estejam a milhares de quilômetros de distância.

você precisa também gostar de curtir bons momentos com você mesmo. de passar o dia todo fazendo só o que você quiser, sem pensar em concurso, trabalho, faculdade ou dieta. depois pode ser que você sofra, arrependido de ser tão indisciplinado. mas é fundamental para que você entenda.

e o principal: ame! mas ame muito! ame loucamente. ame o bastante para morrer e nascer inúmeras vezes. ame o bastante para esquecer completamente de si.

e não se esqueça: nunca se leve tão a sério.

;)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

por dentro

"invento o amor
e sei a dor
de me lançar"
Milton Nascimento


é que eu sou feita de coração
não sei usar a cabeça (não uso chapéus)
e deixo bater
e queria deixar ir...
mas hoje é primeiro de janeiro.
e muitos outros virão
e você foi o primeiro
talvez o único - mas isso quem vai saber?
eu preciso é deixar a ansiedade
e aproveitar hoje
me olhar no espelho
e me reconhecer em mim