terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SEMPRE tem um chato!

Estou construindo uma tese sobre a existência de um ser incoveniente e idiota em todo espaço de convivência social obrigatória, leia-se: trabalho ou escola/faculdade. Sempre tem um chato! Aquele tipo que faz perguntas desinteressantes e impertinentes aos professores, desvia o assunto pro lado dele, fala de si mesmo o tempo todo (com a justificativa de que está fazendo marketing pessoal), e jura de pés juntos que o mundo gira em torno de seu umbigo sujo. Em menos de meia-hora de conversa o sujeito já dá detalhes de sua vida sempre deixando bem claro que sim, ele é o cara. Outro passatempo preferido dessas espécies é mostrar pro mundo que ele sempre sabe tudo sobre qualquer coisa. E que ele sempre tem a melhor opção pra tudo o que você precisar ou não. A resposta dele sempre é a melhor. Ele é sempre o mais esperto. Enfim, mais uma vez ele quer que você não tenha dúvidas de que ele é nada menos (mais até pode ser) que o cara.

Eu não estou brincando, esse cara existe! Pior: existem vários caras desses por aí. É uma praga que dá onde tem gente. Salas de aula e repartições de órgãos públicos são seus habitat's preferidos. E eu, como nasci abençoada, dei a sorte de encontrar sempre com pelo menos um deles, em pelo menos um dos dois ambientes. Mas eu acho que tem uma explicação pra ploriferação da espécie. Pra cada chato de plantão, tem um, dois, três ou mais babacas pra patrocinar a incoveniência. Sempre tem um bobo pra rir, um inocente pra acreditar e outro pobre coitado pra ser seu capacho e assim, garantirem o sucesso de seu reinado.

E eu, que sou meiga, fofa e educada, sorrio. Coloco meus fones de ouvido e sorrio. De vez em quando, dependendo da temperatura ambiente e do período menstrual eu até dou de leve, como quem não quer nada, uma risada ou outra mas claro, sem me esquecer daquele comentário irônico que o gente boa nunca vai entender. E assim a gente vai levando... torcendo pra que o fim de semana chegue logo e custe um pouco mais a passar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Como um Girassol

Para as flores que eu quero sempre cultivar no meu quintal: Marina Lopes, Eliana Campos, Monique Siqueira, Natália Cordeiro, Natália Resende, Marina Lana, Lorena Barboza, Simone Lacerda, Rita Lacerda, Josy Lima e Paulinha Lisboa.

Eu sou daquelas que acreditam no acaso. Eu acho que as coisas acontecem pra gente de uma forma que, a princípio, podem não ter explicação, mas em algum momento a gente alcança o sentido e entende que assim deveria ser. Da mesma forma, acredito que existem pessoas que surgem na nossa vida, não por escolha nossa, mas por escolha de Deus. São pessoas que vem para fazer alguma diferença, pra trazer luz pra nossa vida. Essas são as pessoas as quais eu chamo de amigos. Nesse sentido, eu me considero um ser muito abençoado, porque me mandaram lá de cima pessoas que realmente fazem a diferença na minha vida. São pessoas que possuem uma luz interior tão grande e forte, que as tornam capazes de ao se aproximarem de mim, iluminarem meus olhos e me fazerem enxergar tudo de uma forma mais limpa e colorida.

Eu tive a sorte de encontrar por aí alguns seres que às vezes nem parecem que são humanos, de tão especiais. Mas é entre uma gargalhada e outra, um segredo contado baixinho pra que nem as paredes ouçam ou um olhar sincero de compreensão que a gente reconhece no outro uma coisa que temos também dentro de nós e que nos une: o coração. E então a gente entende o que é amor, carinho e descobre que o resultado disso tudo não pode ser nada menos que amizade.

E essas pessoas estarão sempre entre as coisas às quais eu quero sempre agradecer. Porque são nelas que eu encontro força pra tentar ser cada dia um pouco melhor. E é com elas que eu quero sempre ter mais um motivo pra comemorar, pra brindar, pra compartilhar e pra sorrir.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Encontro marcado

Entre nós, encontros sempre foram evitáveis. Desencontros, nem tanto. E certas vezes, nos desencontramos no fim de um encontro. Teimamos em uma só direção, mas acabamos tomando rumos diferentes. Nos conhecemos na esquina de uma coincidência mas o acaso veio só pra dizer que não era hora. Talvez seja ainda muito cedo. Ou quem sabe estejamos atrasados? Mesmo sem querer ou sabendo que provavelmente ela nunca possa chegar, espero tranquila uma resposta. No mais distante dos meus desejos está o de um dia estarmos frente a frente, olhos nos olhos. Só pra ver a sua cara. A conformidade de sempre? Ou será que eu te surpreenderia a ponto de você assumir que o que você segura nas mãos é um simples e puro medo?

Eu acho que fui covarde demais e acabei lhe mostrando aquilo que consegui inventar de mim. Abri meus braços (ou minhas pernas?) pra você sem a promessa de fechá-los, deixando-o livre o bastante pra querer ficar. Mas então, por que não ficou? Me desculpe, meu bem, se te assustei com meu jeito contraditório. Não era minha intenção te confundir com meus beijos e carinhos no início da noite e meu até logo no fim da madrugada. É que eu sou assim mesmo, inconstante. Não tente adivinhar o que quero dizer em cada sorriso.

Não vou me descabelar tentando entender o que passa pela sua cabeça. Não faz o menor sentido saber o que você queria ou esperava de mim. O que importa, na verdade, é que eu nunca quis mesmo saber. Nunca foi minha preocupação agradar você. Nunca tive a pretensão de ser sua por mais tempo do que você pudesse suportar. Você não me aguentaria, querido. Sei muito bem do peso que eu carrego. Embora seja às vezes um tanto difícil, não estou disposta a dividir com ninguém um fardo que faço questão de sustentar. Egoísmo da minha parte? Sim, pode ser. Mas é um direito querer se deixar levar, não é? Eu faço questão de dar conta do recado. E eu aguento, pode apostar.

O que você precisa saber, antes de qualquer outra coisa, é que tudo se transforma. Pode demorar muito ou ser tão rápido a ponto de nem nos darmos conta do quanto mudamos. Mas todos nós estamos sujeitos às lapidações que essas esquinas nos dão. Uma hora ou outra a gente se esbarra por aí. E eu vou gostar de ver que eu mudei assim como você e que então estaremos prontos para nosso próximo (des)encontro.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Entre o fim e o começo, existe o meio!

É chegada a hora de dar corda no relógio. Zerar o cronômetro. Apertar o start. Começar denovo? Um, dois,três e... já! Ou seria 3, 2, 1... BUM! Vem aí 2012! Novinho, como aquele caderno que eu adorava ter nas minhas mãos uma semana antes das aulas começarem. Limpo, como uma folha branca. Pronto para receber as cores, os traços e as letras.

Não sou de fazer listas. Nem de fazer promessas. Não sou uma boa pagadora de dívidas, por isso não me proponho a sair devendo a mim mesma. Nesse exato momento, muitas pessoas estão acertando as contas. Terminando de fechar o caixa e descobrindo se o saldo é positivo ou se vão ficar algumas notas inscritas em restos a pagar (Ai, como eu tô contábil! Que medo!).

Mas quer saber o que eu acho? O que passou, passou. Se eu vejo 2012 como uma folha branca, onde poderei desenhar e escrever o quanto couber e o quanto minha imaginaçã deixar, não quero simplesmente rabiscar a de 2011 ou amassá-la e jogar no lixo. A renovação existe. Vira-se, de certo, mais uma página. Mas a história continua. Capítulos passados fazem parte do que há de vir a ser o próximo. Dessa verdade, não há forma de fuga.

Portanto, a minha expectativa para o próxim ano é de que eu não perca a noção de que minha vida -apesar de eu amar tanto as reviravoltas e me animar com mudanças e novos caminhos - é antes, uma continuidade. E que cada traço meu implica no final do quadro que está sendo pintado. Cada vírgula ou interrogação que eu imprima em meus papéis farão parte do roteiro ao qual eu sigo e invento diariamente. Mas me dou o direito de fazer um pedido: que nos próximos dias as coisas todas desse mundo sejam menos dependentes de horários, regularidades e métodos. Quem sabe assim, eu possa então me sentir mais à vontade no meio das minhas tantas bagunças?  

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Eu quero ouvir suas músicas



E entre um acorde e outro, observar seus traços. O desenho das sobrancelhas combinando com um sorriso escondido no cantinho dos lábios. Quero ouvir sua voz chegando macia em meus ouvidos e deixar sair da minha boca palavras soltas de seus versos. Sentir de leve, bem de leve, uma discreta timidez no escorregar dos dedos pelas cordas no momento em que foge à tua lembrança uma nota ou outra. Quero sorrir pras suas mãos e te beijar os olhos, os lábios acariciar devagar. Quero cantar com você. E dançar, pra você.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Encurralada

Ouvindo essa música linda: Dançando, Agridoce.




Às vezes a gente foge. Inventa, canta, se maqueia e sai pra dançar. Usa aquele vestido florido, sobe em cima daquele salto, pinta um sorriso de batom cor-de-rosa nos lábios e vai. E a gente sai andando, colhe algumas flores no caminho, pisca junto com algumas borboletas e chega até a ver algum arco-íris. No meio da rua, andando no meio de tanta gente, a gente nem chega a se sentir mais um. Tem hora, que a sensação é de ser menos um. E eu não sei porque, mas no começo de uma madrugada, rodeada de ausências e ouvindo uma música que me toca, fica difícil fugir. E é aí que uma insistente lágrima teima em rolar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Não virou texto.

Inspirado nesse texto aqui, da Daiany Maia, minha chefe no Meninas Improváveis



Não deu tempo. Você foi embora antes. Antes de chegar, talvez. Nossas lembranças não são suficientes pra que eu faça aqui uma resenha qualquer de nossos momentos e nem da saudade que vai ficar. Essa saudade é difícil de explicar. É saudade do que não existiu. Do que nunca teve pretensão de ser. Ou nunca teve chance de nascer. 

Eu nem posso dizer que vou me pegar um dia pensando se você fez aquela viagem ou comprou aquela carro. Se terminou de ler aquele livro ou se fez as pazes com aquele velho amigo. Não sei pra que lugar você me levaria ou gostaria de ir sozinho. Não sei que carro gostaria de dirigir. Nem sei se gosta de ler! E nunca te ouvi falar de nenhum amigo. 

Não deu tempo. Duas ou três madrugadas não foram suficientes pra que eu te conhecesse o bastante pra me fazer falta. Duas ou três madrugadas não foram capazes de me fazer pensar em acordar do teu lado pro resto da vida. Duas ou três madrugadas não me fizeram querer te trazer aqui. 

Eu só vim pra te dizer que você não pertence à minha memória. Que você não estará em nenhuma recordação, porque você não chegou. Você foi antes de chegar. Não deu tempo. E é isso que incomoda agora: a falta que você não pode fazer, mas que insiste, existe e persiste.


E pra enfeitar: