sábado, 17 de julho de 2010

de vez em quando me dá uma inveja dele. de leve, mas dá. quando ele fala que sente uma "saudade boa" quando ouve Milton e se lembra do pai. o que é saudade boa? pra mim, saudade dói.
é que ele sabe sentir diferente. eu não sei como é, mas sei que não é assim que nem eu, que tudo dói, machuca, fere, faz sangrar.
e não é que ele não seja sensível. sei que ele é, e muito. mas ele tem uma coisa que não sei se posso chamar de força, mas que faz com que ele seja assim. de um jeito que eu não sei explicar e que de jeito nenhum saberei ser.

e é por isso, será que o amo tanto? e é por isso, será que tenho tanta raiva?

me admira muito sua segurança. sua determinação. é difícil uma coisa que te abale.

mas me chateia que ele não entenda que não é todo mundo que sabe ser forte. e que tem gente (não conto quem) que chora por dentro quando ouve certas palavras ao invés de carinho. e que não consegue ter tanto controle.

poxa, se eu não sei controlar direito nem meu dinheiro, como é que eu vou controlar emoções?

eu queria que meu coração fosse menor. que ocupasse menos espaço em mim.

7 comentários:

Alexandre Fernandes disse...

Quando o coração é menor, corremos o risco das emoções felizes serem menores também.

Viva essa intensidade mesmo Carol. Amor é isso mesmo. É essa imensidão de sensações conflitantes. Porque amor nos põe à prova. Nos coloca diantes de desafios, das quais precisamos superar. Amar é o grande caminho para lapidarmos o coração.

Controlas as emoções é sempre essencial, porém, não dá para prendermos sempre aquilo que nos aflige. Isso principalmente precisa ser suavizado. Nada melhor do que soltar e sentir. Quando o amor é verdadeiro, e o pior vaza, o melhor sempre fica, porque o melhor é permanente...

=)

Beijos carinhosos.
Se cuida querida.

Boa semana pra tu!

Luna Sanchez disse...

Ah, Carolzinha...o jeito que a gente sente as coisas é a nossa principal janela de comunicação com o mundo. Com o tempo (e os choros, as dores...) vamos aprendendo a lidar com essa janela, a deixá-la aberta nos horários mais apropriados e a fechá-la quando isso se faz necessário. Até uma cortininha podemos colocar, quando for conveniente.

São coisas que temos que aprender sozinhos, e não se trata mesmo de sentir menos, e sim de administrar esse sentir.

Beijo, querida.

ℓυηα

Rebeca Amaral disse...

ah, eu te entendo perfeitamente. sabe, eu também conheço pessoas assim, são como muralhas, parecem nunca se abater, se mantém fortes sempre, controlam suas emoções.

mas eu acho que o que acontece é justamente o contrário, esses 'super-heróis' é que tem o coração grande, espaçoso, por isso os sentimentos se acomodam perfeitamente sem machucá-los.
agora nós, que sofremos intensamente e acumulamos dores, temos um coração pequenininho, o qual se preenche rápido, tudo fica apertado, ferindo, machucando.

temos que saber lidar com extensão de nosso coração, pra que tudo fique bem colocado, nem sobrando, nem faltando espaço.

enfim, flor, espero que faça mesmo o joguinho das imagens, vou adorar ver o seu...

beijo grande!

Insolente disse...

pois eh, esse negocio de coracao largo doi mesmo...mas eh condicao da subespecie, e diminuir descaracteriza. alias, depois, como eh que se vive com um coracao menor?

Jaya Magalhães disse...

Nesse caso, eu diria: ainda bem que teus quereres não são todos realizados. (:

Sentir não tem medida, né, Cá? Você é toda coração, e é por ser assim que tem tanto amor. Por ser assim, que o amor dele coube em você.

Beijo grande nocê.

Thaís Miranda disse...

Adorei! :)

Lily disse...

Ah, saudade pra mim tbm dói, ainda quando é aquela saudades gostosa, dói. E o amor, ah o amor é grande, e nos impulsiona pro mundo, mesmo que se machuque ainda mais, mesmo que não saiba lidar com isso tantas vezes, quando o coração a grande, é intenso.

Ps: Entrei aqui uma vez, e achei que estivesse seguindo, mas não estava, e aí, te perdi de vista. Agora vi seu comentário em um post meu anterior por acaso e já tratei de resolver o problema, estou te seguindo, agora sim! rs