sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Na nossa estante

Durante esses quase dez anos, mesmo nos tempos em que estivemos separados, pensei no nosso casamento. Em alguns momentos, consegui vizualizar a gente bem próximo do tradicional, com direito a bombons na porta da Igreja. Em outros, ele me pareceu tão distante que quase cheguei a me conformar com o fato de que, (in)felizmente ele não vai acontecer. Não por falta de vontade nossa, mas por força dos acontecimentos, das distâncias, dos desencontros. E talvez até seja melhor que ele realmente nunca aconteça. Na verdade, a formalização de uma relação pra mim é o que menos importa. O que importa é que eu quero estar com você. E quero que você esteja comigo. 

Eu descobri que eu quero colocar os meus livros, misturados aos seus, na nossa estante. Além dos livros, nossos filmes e discos favoritos. Em frente a ela, um tapete macio e algumas almofadas, onde poderemos nos ler, nos ouvir e nos assistir ali, um ao olhar do outro. Onde nossos filhos poderão brincar e conhecer aos poucos as muitas letras e tantas canções que nos aproximam. 

Eu quero você no nosso álbum de família e nos porta-retratos que estarão junto com nossos livros, na nossa estante.

4 comentários:

Elaine disse...

Muito lindo, Carol! Até me emocionou, tô num dia mega emotivo rsrs...
Abraço.

Madame disse...

Lindo, adorei.
O amor precisa ser concretizado.

Luna Sanchez disse...

Compartilhar coisas reais, concretas : chega uma hora que o amor exige poder ser tocado.

Um beijo, Carolzinha.

Jaya Magalhães disse...

Da última vez que nos falamos, eu tinha acabado de ler esse seu texto. Fiquei nos suspiros, fiquei tentando costurar os retalhos de todos os seus textos que eu já li, e fiquei feliz. Porque no seu passado, Cá, tudo o que moldou seu agora, é garantia de que o futuro não tem como não ser bonito pra você. Daí eu fiquei tranquila.

Que a estante de vocês seja decorada de um mundo inteiro de lembranças de luz. E uma porção eterna de sonhos, para adocicar a vida.

Um beijo.

P.S.: Te leio sempre. Perdoa o sumiço. Volto sempre. (: